'POSTS' DO TRABALHO «GRANDES CATÁSTROFES DA HISTÓRIA, SUAS CONSEQUÊNCIAS E FORMAS DE PREVENÇÃO»
Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2008
Naufragios portugueses na carreira para a Índia
                                       A Frol de la Mar (1512)

           Depois da tomada da praça de Goa, em 1510, Afonso de Albuquerque decide navegar mais ao Sul do Mar de Andaman em direcção a Malaca, chave do controlo sobre todas mercadorias transaccionadas no Extremo Oriente.

          Na armada de conquista segue a sua capitânia, a Frol de la Mar, uma nau de 400 toneladas, construída em Lisboa em 1502, que andara sob seu comando e o de seu irmão, Estevam da Gama, na conquista de Ormuz (1507), na batalha de Diu, (1509) e na conquista de Goa (1510).

        Tomada e saqueada a praça de Malaca, Afonso de Albuquerque regressa à Índia deixando em Malaca uma esquadra de dez navios comandados por Fernão Peres de Andrade e a fortaleza guarnecida por trezentos homens, sob o comando de Rui de Brito Patalim. Do fabuloso saque, Albuquerque fez embarcar o espólio mais valioso a bordo da Frol, partindo para Goa juntamente com a nau Trindade e um junco chinês.

         Infelizmente para o Vice-Rei, a Frol perdeu-se no estreito de Malaca, na noite de 20 de Novembro de 1512, com quase todas a vidas e todos os bens. Mais do que lamentar o ouro e as pedras preciosas há que chorar a perda de um valioso mapa, referido por Albuquerque em carta escrita ao rei Dom Manuel em Abril do mesmo ano – mando-vos, Senhor, uma grande carta dum piloto de Java, a qual tinha o cabo de Boa Esperança, Portugal e a terra do Brasil, o mar Roxo e o mar da Pérsia, as ilhas do Cravo, a navegação dos Chins e Gores, com suas linhas e caminhos direitos por onde as naus iam.

           Miticamente glorificada pelos caçadores de tesouros como sendo o barco mais rico desaparecido alguma vez no mar; com a certeza que a bordo tinham sido carregados 200 cofres de pedras preciosas; diamantes pequenos com a dimensão de meia polegada e com o tamanho de um punho os maiores, objecto de disputas territoriais entre a Indonésia e a Malásia, pretexto para as maiores fraudes modernas, a Frol de la Mar continua perdida, para o bem ou para o mal, nas águas lamacentas dos Estreitos.

           Contudo, se muitos navios se perderam para sempre, outros houve que foram resgatados das malhas do tecido diáfano do esquecimento, como os que têm vindo a ser, lenta mas paulatinamente, descobertos na costa da África do Sul – de todos os navios portugueses naufragados em África, nos séculos XVI e XVII, foram tentativamente identificados os locais onde repousam os restos de nove, entre os quais o São João (1552, em Port Edward), o São Bento (1554 em Msikaba, Cabo Oriental), a Santo Alberto (1593, Sunrise-on-Sea, Cabo Oriental), o Santo Espirito (1608, Haga-Haga, Morgans Bay), o São João Baptista (1622, Canon Rocks, Kenton-on-Sea), o São Gonçalo (1630 em Plattenberg Bay, Cabo Ocidental), a Santa Maria Madre de Deus (1643, Bonza Bay, East London), o Santíssimo Sacramento (1647, Sardinia Bay, Port Elizabeth) e a Nossa Senhora da Atalaia do Pinheiro (1647, Cefané, Cabo Oriental).
 

 

fonte: http://naufragium.blogspot.com/2005/09/seis-naufrgios-portugueses-no-mundo.html 

grupo: Libania nº17 e Elodie nº23



publicado por 8fesaof0809 às 12:58
link do post | comentar | favorito

mais sobre mim
pesquisar
 
Dezembro 2008
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10
12
13

14
15
16
17
19
20

21
22
23
24
25
26
27

28
29
30
31


posts recentes

Terremoto de San Francisc...

peste negra

Pinatubo - consequências

Terramoto de Lisboa em 17...

Pinatubo - danos

Algumas consequencias

Tsunami de Dezembro 2004 ...

...

castelo trancoso

Terremoto de San Francisc...

arquivos

Dezembro 2008

Novembro 2008

blogs SAPO
subscrever feeds